quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Convites das Editoras Leya, Companhia das Letras e Valentina

Oi pessoal, nesse post eu mostro os convites para eventos, lançamentos, palestras e entrevistas, promovidos pelas editoras ou autores.


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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Quote de Quarta #33

Inspiração semanal em forma de citações de grandes autores e grandes obras. De livros, e sobre livros!
 

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Série: My Mad Fat Diary


Oi queridos, tudo bão por aí? Hoje vim resenhar mais uma série por aqui. (Não bem resenhar, é mais contar um pouco como é, etc.) Enfim, o tema da vez é a série britânica My Mad Fat Diary, do Channel 4. Baseada no livro My Mad, Fat, Teenage Diary de Rae Earl, conta a história de uma adolescente que foi internada em uma clínica psiquiátrica após sofrer com distúrbios alimentares e tenta retomar sua vida.
Rae baladeira edition
Ouvi falar pela primeira vez de MMFD no site Papel Pop, e quando assisti a primeira temporada não consegui ver mais nada até terminar a segunda, fiquei um final de semana inteiro só em função disso (hahaha sou dessas). E se existe um problema sério na série, é que ela é curta demais. (Todos torce pela terceira temporada!)
Archie <3

A história começa quando Rae sai da clínica em 1996, e a ótima atriz Sharon Rooney dá vida a personagem com muita graça e sarcasmo. Rae, de 16 anos, não contou aos amigos que foi internada, nem por que, e sua mãe, com quem tem um relacionamento muito complicado apenas disse que ela estava na França durante as férias. A mãe da Rae é muito louca, quer ser independente da filha, e faz umas loucuras, e daí quer exigir respeito, o que faz o relacionamento das duas ser impossível.
Chloe mala sem alça e sem rodinhas
Ela reencontra sua amiga Chloe (interpretada pela Jodie Comer), que a convida para conhecer seus novos amigos no bar. A partir desse momento, Rae vai tentar de tudo para se encaixar, e se dar bem com os meninos do grupo, que logo chamam a sua atenção. Ela se apaixona de cara pelo gatinho Archie (vivido pelo fofo Dan Cohen), e lida com as implicâncias de Finn (o absolutamente incrível e maravilhoso Nico Mirallegro). No grupo ainda estão Izzy (Ciara Baxendale) e Chop (Jordan Murphy). 

A gangue de Lincolnshire
Como seus amigos não sabem que ela esteve doente, ela separa sua vida entre o mundo da gangue e o do hospital. Nesse núcleo estão seus amigos de internação Danny (Darren Evans) e Tix (Sophie Wright), e o seu novo psiquiatra com métodos duvidosos Dr. Kester (Ian Hart).


A série se passa nos anos 90, então pode esperar figurinos do passado, que são muito divertidos e muita música boa da época. A trilha da série é incrível, tem Oasis, Sinead O'Connor e Rage Against the Machine. A fotografia é normalzinha, mas o que compensa são os efeitos gráficos engraçadinhos, que são desenhos ou frases que complementam os pensamentos de Rae com seu diário. 


A Rae teve uma vida complicada, não conhece o pai que mora em outro país, e sua mãe é bem difícil de conviver. E os anos da adolescência não são exatamente um mar de rosas, né? Adicione a isso o peso dela, e o fato de ter pouca autoconfiança, dá pra entender que tudo seja complicado. Mas ela também toma umas decisões meio idiotas que dá vontade de dar na cara dela. Hahahaha, enfim.


São duas temporadas do amor, que passam rapidamente diante dos seus olhos uma vez que você se deixe levar pela narrativa. É uma série de tragicomédia, por que tem muito drama e tem tristeza, mas a maior parte do tempo é de rolar de rir, e também é muito britânica, galera tem aquele sotaque maravilhoso de Lincolnshire que soa como mel aos ouvidos. 

Quem gosta de séries Brits vai curtir, assim como quem gosta de ver séries em que gente jovem sai por aí sem rumo tocando o terror. Se você curte a premissa, veja o primeiro episódio, que o resto MMFD faz sozinha, que é encantar a gente, e ficar com muita vontade de quero mais. 


Para seguir esses lindos por aí:
@RaeEarl 
@SharonRooney
@DarrenEvans
@NicoMirallegro

@DanCohen

Para conhecer mais:
Site da série
Página Oficial no Facebook
Perfil no Twitter
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Release Exorcismos, amores e uma dose de blues


Livro: Exorcismos, amores e uma dose de blues
Autor: Eric Novello
Editora: Gutenberg

Em uma cidade como Libertá, quem falha dificilmente consegue uma segunda chance. Por isso, é com um misto de excitação e desconfiança que Tiago Boanerges recebe a visita de seu antigo supervisor. Exorcista experiente, foi demitido do Conselho de Hórus – organização responsável por investigar o comportamento de seres sobrenaturais – após fracassar em uma missão. A proposta é atraente: concluir o trabalho para o qual foi designado e alcançar a redenção. Mas o preço é alto, pois terá de se aproximar novamente de um antigo amor, que não só lhe custou a carreira, como seu próprio coração. Em um cenário noir em que blues e fumaça permeiam um submundo de seres fantásticos, ele sai em busca da musa que arruinou sua vida. Mas antes precisará exorcizar seus próprios fantasmas se não quiser falhar mais uma vez e ver sua vida destruída para sempre.
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sábado, 25 de outubro de 2014

O Segredo de Joe Gould

de Joseph Mitchell (Editora Cia das Letras)

Cada cidade possui o seu exemplar local de lunático ou boêmio, que passa por todos os lugares, aceito por alguns, rejeitado por muitos, mas que é conhecido por todo mundo. Uma cidade como Nova York é grande demais, e por isso possui vários espécimes de pessoas estranhas, que vagam aqui e ali em busca de auxílio ou atenção. Joseph Mitchell buscava por uma pessoa assim para fazer um perfil para revista The New Yorker, onde trabalhava, e escolheu para este propósito o culto e excêntrico Joe Gould. Dizia-se nas ruas que Gould era um poeta, que andava escrevendo o maior livro de que já se teve notícias, e Mitchel costumava vê-lo em suas andanças pelas ruas e cafés do Greenwich Village.

Em O Segredo de Joe Gould (Editora Companhia das Letras, 157 páginas) dois textos de Joseph Mitchell estão reunidos, ambos sobre Joe Gould, ambos publicados na The New Yorker com um intervalo de vinte anos. O primeiro texto, O Professor Gaivota, Gould é descrito no perfil, como um nascido ianque de Norwood, Massachusetts, que se considerava inapto para qualquer atividade durante a infância, e por isso em sua juventude tentou achar uma obra a fazer que o satisfizesse. Tentou viajar às reservas indígenas para estudar eugenia, mas quando o dinheiro acabou teve de voltar pra casa. Os pais queriam que ele tivesse um emprego sério e respeitável na cidade, mas ele preferiu largar tudo e se mudar para Nova York, onde tentaria ganhar a vida.

Na cidade, Gould tentou alguns empregou, até ter a grande ideia de sua vida: Uma história oral de nossa época. No escrito que segundo ele, chega a milhões de palavras ele coloca as conversas diárias que ouve nas ruas, docas, bares e albergues, para que a história seja representada pelas próprias pessoas e o que elas dizem e pensam.

O retrato que Mitchell faz de Joe Gould é de uma pessoa que conhece muito bem seu entrevistado, como um amigo próximo ou alguém da família sobre o qual tivesse que escrever. Tudo flui muito naturalmente em sua narrativa, e as idiossincrasias de Gould parecem até mesmo familiares. O tom de graça e humor na história são confrontados com os momentos de profunda tristeza. Joe Gould mora na rua, passa fome, fuma as guimbas de cigarro que recolhe do cão, usa roupas dois tamanhos maiores que ganhou de seus benfeitores, e as usa até ganhar novas para então jogá-las fora. As pessoas se dividem em reações adversas em relação a ele, algumas o fitam com curiosidade, outras com receio, poucas com admiração, a maioria com desprezo.

Esse é o moço Gould
O primeiro texto tem um tom bem mais jovial e foca no próprio Gould, sua vida, suas falas e suas revelações e termina de uma forma amistosa e animada, que transmite que o último boêmio do Village vai continuar andando por aí imitando gaivotas, e comendo todo o ketchup das lanchonetes. Já o segundo texto tem um foco na relação de Mitchell com Gould, como se conheceram, seus primeiros encontros e como seu relacionamento passou a se estabelecer desde então. Pode-se dizer que os dois eram amigos, já que se viam várias vezes durante a semana, durante algumas horas. Mas também não há como separar o fato de que Joseph jamais deixou de observar Gould como uma fonte.

Em O Segredo de Joe Gould, o texto é mais sério e sombrio, a comicidade ainda está presente, mas mais lados da personalidade de Gould são mostrados. Ele, tido por muitos como um vagabundo, definia a si mesmo como um “ambissinistro, canhoto das duas mãos”, sua formação em Harvard provava o contrário, assim como a ajuda que recebia de vários amigos na cidade, artistas, pintores, poetas que acreditavam em seu talento e o sustentavam fazendo pequenas contribuições ao fundo de Joe Gould. Mitchell também se tornou um destes colaboradores, e só no segundo texto deixa esta condição visível. Podemos entender a dimensão do vínculo entre os dois só então.

Gould é uma figura singular, e apesar disto não é impossível relacioná-lo com pessoas que encontramos por aí. Gente sem paragem, com um espírito grande demais pra ficar preso dentro de uma casa ou um emprego formal. O bêbado, o louco, o morador de rua, o rebelde, o boêmio, o apreciador das artes, todos são de certa forma um pouco de Gould. “Sou Joe Gould, o poeta; sou Joe Gould o historiador; sou Joe Gould, o selvagem dançarino Chippewa; e sou Joe Gould, a maior autoridade mundial na língua as gaivotas.” O homenzinho sujo e mais velho do que sua própria idade queria ser imortalizado na posterioridade por sua obra sem fim. Joseph Mitchel revelou seu segredo apenas depois de sua morte, e ao fazê-lo deixou os dois marcados nos anais imorríveis do jornalismo literário sem precedentes, sem comparações e que supera todas as tentativas de escrever matérias sobre pessoas. 

Apenas Joseph poderia ter escrito esses perfis, e apenas sobre um personagem como Gould. Que ele o faz com maestria é um mero detalhe, as páginas e linhas não mentem, ficam marcados durante e após a leitura. Encerrar o livro é sentimento de vazio que não tem explicação. Talvez pela qualidade superior da obra, talvez pelo medo que temos do esquecimento que não vai encontrar estes dois personagens, ou talvez por que Joe, este vagabundo, que não encontrou um chão fixo pra viver tenha vivido o sonho de todos nós: foi quem era realmente, e viveu a vida que quis, da maneira que escolheu buscando a felicidade que sabia viria com a sua obra realizada.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Música de Sexta - Mumford & Sons

Música de Sexta é uma sessão semanal para mostrar algumas dicas musicais. A dica de hoje é o grupo de folk inglês Mumford & Sons, que tem um monte de músicas lindas, mas a minha preferida é Lovers' Eyes, vem ver:

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Como seriam os títulos dos livros de Harry Potter se Draco Malfoy fosse o protagonista?

J.K. Rowling pode até ser “mãe” de todos os personagens da série Harry Potter, mas a escritora não faz vista grossa na hora de analisar (e, de quebra, fazer piada) com a atitude de alguns deles, como é o caso do mimado Draco Malfoy. Quando uma fã “sonserina” tuitou à autora que adoraria ler a história da saga na perspectiva do jovem, a escritora postou uma lista de títulos adaptados ao universo do “vilão” de acordo com cada livro.

Draco Malfoy e o Aperto de Mão Rejeitado, Draco Malfoy e a Vassoura Melhor que a do Potter, Draco Malfoy e a Maldita Galinha de Hagrid, Draco Malfoy e o Ano Sobre Qual Seu Pai Vai Ficar Sabendo, Draco Malfoy e a Brigada Inquisitorial,Draco Malfoy e o Armário Sumidouro e Draco Malfoy e o Ano no Qual Ele Percebeu Que Ele Tem Sido um Babaca foram os títulos dadas às adaptações. Veja o tuite original abaixo.
Com certeza o pai de Draco vai ficar sabendo desta brincadeira!



 Via: Rolling Stone

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Quote de Quarta #32

Inspiração semanal em forma de citações de grandes autores e grandes obras. De livros, e sobre livros!


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