quarta-feira, 26 de novembro de 2014

50 Tons Mais Escuros


de E.L James (Editora Intrínseca)

Na continuação de 50 Tons de Cinza, Anastasia Steele teve sua vida mudada por seu intenso relacionamento com o milionário Christian Grey, e apesar das tentativas de ambos de se moldar ao que o parceiro precisava, Ana termina o relacionamento. No começo da história ela esta separada de Grey há apenas alguns dias, tentando lidar com seu primeiro término de namoro, e com a vontade irreprimível de voltar para ele apesar de tudo. A personalidade difícil de Christian e suas vontades não convencionais acabaram por assustá-la, apesar de estar apaixonada.

Ana começou a trabalhar como assistente na Editora de Jack Hyde, e precisa lidar sozinha com as investidas de seu chefe. Christian manda flores e convida-a para a exposição fotográfica de José. Ela não consegue reprimir a vontade de ver seu ex novamente, então aceita o convite. Os dois trocam e-mails para combinar a carona, e a tensão entre eles é visível. Na exposição, Christian não deixa de demonstrar sua vontade de estar com Ana, e seu ciúmes continuam influenciando na relação dos dois.

O casal vai jantar, e Christian oferece um novo acordo a Ana, que inclua um relacionamento praticamente normal, em que ela dita as regras do que pode ou não ser feito. Tentada por esta nova possibilidade de estar com Christian ela se rende, e aceita retomar o relacionamento. Mas não sabe que algumas pessoas vão ficar no caminho de sua felicidade, e ela terá que lidar com as investidas cada vez mais agressivas de seu chefe, uma ex-submissa de Christian que fugiu de uma instituição e está perseguindo o casal, e a melhor amiga e sócia de Christian, e primeira mulher que o iniciou no mundo do sadomasoquismo.

Acho que o estilo de escrita de 50 Tons Mais Escuros mostra uma evolução evidente no estilo de escrita de E.L. James, tanto pelos diálogos, quanto pelas cenas, e pelas reviravoltas da história. Sem falar no elemento de suspense que não existe em 50 Tons de Cinza. Muitas situações causam tensão neste livro, e a forma como a autora trabalha isso prende o leitor, sempre querendo saber o que vai acontecer em seguida.

Os personagens também mudam um pouco, Ana está menos inocente e ignorante para certas coisas, e a parte sarcástica de sua personalidade está mais à mostra. Da mesma forma Christian Grey parece mais humano e menos robô nesta nativa, onde conhecemos mais segredos de seu difícil passado. A relação dos dois tem bem mais confiança, e neste segundo romance da série as emoções tem um papel mais importante do que do sexo puro.

As cenas pesadas não deixam de existir, mas assim como a relação do casal Grey/Steele mudou, a recepção do leitor a estas imagens também é diferente. Nada parece mais tão chocante como no começo, e realmente a narrativa em comparação ao primeiro livro é muito superior. Gostei muito mais de 50 Tons Mais Escuros, por que a história não é só sobre a relação do casal, tem vários elementos externos que influenciam a narrativa. Então, para quem não gostou muito do primeiro livro, talvez valha a pena ler a continuação.
Confira a resenha de 50 Tons de Cinza.
E falando nisso, vocês já viram esse trailer derrubador de forninhos?


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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Com livros achados no lixo, morador do DF aprende a ler e se torna médico

Órfão de pai aos 2 anos e tendo a mãe alcoólatra e um dos sete irmãos traficante, o médico de Brasília Cícero Pereira Batista, de 33 anos, conseguiu vencer as adversidades estudando a partir de livros que retirava do lixo. Ainda criança, ele saía do Chaparral, onde a família mora até hoje, e percorria 20 quilômetros todos os dias pelas ruas de Taguatinga em busca de comida.

Junto com as sobras de alimentos descartados no lixo, Batista recolhia todos os livros que encontrava e vinis de Beethoven e Bach, atualmente suas inspirações. Ele se formou há menos de três meses e agora sonha em abrir um consultório.

"Meu pai era quem fazia o sustento de casa, e morreu de uma úlcera que provocou hemorragia interna. Minha mãe ficou louca e bebia muito. Ela começou a lavar roupa para fora e a catar latinha no meio da rua, mas não era suficiente. A gente sempre passou fome, tudo o que ela fazia não dava jeito. E meu irmão levava traficante para a nossa casa. Aliados a nossa miséria, tínhamos o alcoolismo e as drogas dentro de casa. Eu saía para buscar comida – a gente não tinha mesmo, não tinha nem o que vestir – e tinha dias que não voltava. Eu não precisava, mas tinha dias que dormia na rua para não ter que aguentar as brigas", lembra.

Na procura por alimento, o garoto encontrou coisas que lhe despertavam uma atenção ainda maior. As páginas cheias de letras e figuras e os discos o deixavam fascinado, ainda que misturados ao chorume que havia no lixo. Cícero sempre reservava um pedaço da caixa que carregava para os "tesouros". Com a ajuda de vizinhos, ouvia os vinis e pôde aprender a sonoridade de cada letra.

"Fui juntando as sílabas e compreendendo as sentenças e palavras. Quando entrei na escola para fazer o primário, já sabia ler, escrever e fazer as operações fundamentais. Entrei tarde, acho que eu tinha 10 anos, eu que pedi para a minha irmã me matricular", diz. "Eu trazia a caixa na cabeça debaixo de chuva e sol. Muitas vezes, escorria secreções dos alimentos e das carnes em mim. Eu parava, descansava um pouco e então seguia para casa."

Entre as obras que encontrou descartadas estavam "O sermão de Santo Antônio aos peixes", do Padre Antônio Vieira, e "A metamorfose", de Franz Kafka, além de "Magnificat" e a cantata "BMV 10" de Bach. O menino também achou livros de biologia, filosofia, teologia, direito e história e passou a colecioná-los em casa. Tudo era lido por ele.

"Amo Bach e Mozart. Junto com os livros, eles me salvaram. Eles falavam mais alto que a fome e me transportavam para outros mundos", conta o médico. "Depois descobri Vivaldi e Strauss e comecei a amar música clássica. Às vezes eu pensava, vendo a vida dos compositores, que se Bethoven era surdo e fez o que fez, eu não poderia tentar? Eu, mesmo com fome, mesmo com adversidades, pobre, negro, não sendo homem bonito, conseguiria chegar lá. E é isso que a gente tem que pensar, que todo esforço é poder."

A inspiração o levou a fazer um teste para o curso profissionalizante de técnico de enfermagem, que valia como ensino médio. A ideia veio dos cuidados que ele tinha com a saúde da família e do gosto por dissecar cachorros mortos ou observá-los ampliados com a ajuda de uma lente achada em máquina de fotografia Polaroid, também tirada do lixo. O jovem foi aprovado em segundo lugar na seleção.

Após concluir os estudos, Cícero decidiu então prestar concurso e passou a trabalhar na Secretaria de Saúde. O pouco dinheiro já era um alívio diante das dificuldades vividas pela família, mas o rapaz queria mais. Três anos depois, fez vestibular para medicina em uma faculdade particular no interior de Minas Gerais, passou e, sem pensar duas vezes, decidiu enfrentar o novo desafio.

Como não podia abrir mão do emprego, o jovem se dividia entre os plantões aos fins de semana no Distrito Federal e as aulas na outra cidade. O salário seguia contado. "Acabei passando fome, cheguei a desmaiar em sala. Por vezes, precisei dormir na rodoviária para economizar", lembra.

Um ano e meio depois, o rapaz conseguiu 100% de desconto em uma instituição de Paracatu (MG) por causa do bom desempenho no Enem. A faculdade se recusou a aproveitar os três semestres feitos em Araguari, e Cícero precisou recomeçar os estudos. Seis meses depois, já em 2008, ele repetiu o resultado e conquistou uma bolsa integral em Brasília.

"Quando vim, eles aproveitaram algumas matérias, mas também não quiseram me progredir de período, portanto eu voltei à estaca zero de novo. Mas eu nunca desisti, continuei trabalhando e fazendo o meu curso. Eu saía do plantão noturno para a faculdade. Era muita dificuldade, tinha dias que eu chegava molhado e sujo porque tinha chovido, eu pegava dois ônibus, e no trabalho eu era obrigado a usar roupa branca", conta.

Sem os custos com passagens de viagens interestaduais e a mensalidade, Cícero pôde se dedicar melhor às paixões. Ele virou frequentador assíduo de sebos e passou a comprar mais livros e vinis. Assim, reforçou a paixão pelos autores e músicos que conheceu por meio do lixo e pôde estender as noções que já tinha na área. As primeiras compras para si foram livros da faculdade de medicina e CDs de música clássica.

Formado em junho deste ano, Cícero atualmente trabalha como médico clínico e generalista em dois hospitais de Águas Lindas e Valparaíso, municípios no Entorno do DF. Ele afirma reconhecer em muitos pacientes um quadro semelhante ao que viveu. "São iguais a mim. São pessoas que muitas vezes chegam com fome, chegam doentes porque não tiveram o que comer".

Para ele, a experiência na infância acaba o ajudando a cumprir o que considera uma missão. "O médico muitas vezes tem essa autonomia de aliviar o sofrimento. Eu me formei em medicina para aliviar o sofrimento de pessoas que estavam como eu."

Fonte: G1
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Release Apenas um Dia

Livro: Apenas um Dia
Autora: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
 
A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Convites da Editora Leya

Oi pessoal, nesse post eu mostro os convites para eventos, lançamentos, palestras e entrevistas, promovidos pelas editoras ou autores. 


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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Coluna no Jornal Gazeta do Sul - Viajante Literário

Oi gente lynda, como vão vocês? Eu estou mega atolado com fim do semestre na faculdade, e terminando minha monografia. Nesse momento quando eu terminar tudo vou poder viver novamente, colocar minhas leituras em dia, voltar a atualizar o blog e a página do Facebook adequadamente. Peço que vocês entendam, os posts escassos, mas pelo menos consegui não abandonar tudo de vez. :) Mandem amor, estou necessitada!

VIAJANTE LITERÁRIO

A escritora americana Molly Hopkins escreve narrativas que unem duas grandes paixões, a literatura e as viagens. O seu tema é também um dos principais atrativos da história, que acontece em lugares famosos e interessantes. Em seus romances, sua personagem principal, maluquinha e engraçada, conhece locais maravilhosos e transporta o leitor para sua companhia. Conheça dois títulos da autora:

Aconteceu em Paris (Editora Novo Conceito): Evie Dexter sonha em ser uma guia de turismo, e é apaixonada pela ideia de trabalhar e ganhar seu sustento enquanto conhece lugares famosos, e encontra gente interessante. Mas quando sua primeira oportunidade surge, em Paris, ela precisa manter o foco nos estudos, ser profissional e não ser distraída de seu objetivo por Rob, seu tutor que é lindo e encantador.

Aconteceu em Veneza (Editora Novo Conceito): Na continuação, Evie segue trabalhando como guia de viagens, e encontrou muita satisfação ao visitar algumas da cidades que mais queria conhecer, como Amsterdã, Dublin e Marrakech. No entanto, sua vida pessoal não está tão maravilhosa quanto a vista que vê pela janela, a cidade de Veneza onde vai começar um novo trabalho, e onde terá que tomar importantes decisões a respeito de seu futuro.

Mais vendidos em Santa Cruz do Sul*.

1 – Se Eu Ficar – Gayle Forman (Editora Novo Conceito)
2 – Para Onde Ela Foi – Gayle Forman (Editora Novo Conceito)
3 – Maze Runner: Correr ou Morrer – James Dashner (Editora V&R)
4 – Cidades de Papel – John Green (Editora Intrínseca)
5 – Não se Apega Não – Isabela Freitas (Editora Intrínseca)

*Lista elaborada com base nas vendas das principais livrarias da cidade.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mulheres que Escolhem Demais

de Lori Gottlieb (Editora Novo Conceito)

A autora começa o livro contando sua própria história: ela namorou bastante, mas sempre acabava dispensando seus namorados, mesmo que eles fossem muito bons, por que achava que eles pudessem não ser o Cara Certo, ou por que eles tinham características que a incomodavam. Dessa forma ela chegou aos 45 anos sem nunca se casar, e decidiu ter um filho por conta própria, através de uma inseminação, sem saber quem era o pai.
 

Agora, sozinha e com um filho pequeno ela decide que quer conhecer alguém para passar o resto da vida ao seu lado. Mas não é fácil, ela já não é uma garotinha, e suas expectativas são altas demais, como ela logo ai descobrir. Lori se pergunta por que existem tantas mulheres solteiras e sozinhas, e começa a entrevistar amigos, amigas, familiares, pesquisadores e profissionais da área matrimonial para ajuda-la a responder esta pergunta.
 

A conclusão a que chega rapidamente é que as mulheres desta geração, nascidas a partir dos anos 1970 tem, em geral, expectativas muito irreais quando de trata de relacionamentos, e isso está piorando cada vez mais. Elas são jovens, conhecem um homem maravilhoso, que é responsável, tem uma carreira estável, e as trata muito bem, mas não gostam do fato de ele usar gravata borboleta, ou qualquer outro motivo fútil, e então terminam o namoro. Decidem ir em busca do algo mais. Do Cara Certo. Mas o que acontece é que este cara maravilhoso que foi dispensado vai encontrar outra mulher, que é mais realista e vai aceitar seus defeitos, e casar com ela. A mulher que o dispensou vai ficar sozinha enquanto não mudar seu modelo de homem perfeito que não existe na vida real.
 

Adorei o estilo da autora, ela é muito divertida, e conta as suas próprias experiências, além de falar de pessoas que conhece. Ela tenta sites de namoro, e agências de matrimônio durante a narrativa, e enquanto mostra o seu próprio aprendizado, e seus erros, mostra os números de pesquisas recentes sobre homens e mulheres casados e solteiros. Aos poucos ela transmite ao leitor, enquanto compreende ela mesma, que a busca por um príncipe encantado não é como esperávamos.
 

O Cara Certo é irreal, mas o Alguém Razoável, uma pessoa real com qualidades e defeitos pode vir a se mostrar como a pessoa perfeita. A ideia geral do livro é não se deixar influenciar por imagens de um padrão pré-estabelecido, e que a busca por um homem perfeito deve ter apenas as características principais que buscamos, tais como integridade e respeito e não a idade e altura exatas. O livro é muito esclarecedor, e na ideia que se propõe mostra todos os ângulos possíveis, é visível que ele é fruto de uma extensa pesquisa. Válido para todas as pessoas em um relacionamento e for dele, para que sejam vistas as qualidades das pessoas que convivem conosco, além de ver só os defeitos.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Release A Escolhida

Livro: A Escolhida
Autora: Amanda Ághata Costa
Editora: Independente

Em uma cidade repleta de pessoas desconhecidas, Ari poderia ser apenas mais uma garota dispersa na multidão, como tantas outras que foram abandonadas pelos pais desde a infância. Devido à sua aparente doçura e beleza, ninguém seria capaz de supor que, além de um anjo, ela também é um demônio com sede de poder. Os espertos deveriam manter-se distantes, mas há olhares que não deixam de admirá-la. Egran não desperdiçaria a chance de apoderar-se de habilidades tão interessantes: ela é a escolha perfeita. Entretanto, nem todos se sentem realizados. O círculo seria um refúgio ideal para os demais feiticeiros, se o próprio líder não os tratasse como marionetes descartáveis. Movidos pelo medo e controlados pelo mestre, os componentes do grupo obedecem, sem pestanejar, às ordens recebidas. Ao se ver arrastada para lá, Ari se encontra diante de situações improváveis, arriscando-se a expor mais do que gostaria.
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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Bruxos e Bruxas – O Dom

de James Patterson e Ned Rust (Editora Novo Conceito)

No fim do primeiro livro da série, os irmãos Whit e Wisty Allgood sofreram nas mãos da Nova Ordem e conseguiram manter seus poderes, apesar de terem sido capturados e condenados à execução. Eles conseguem escapar deste destino com a ajuda de seus amigos da Resistência, e de sua própria magia. 


Eles tentam seguir em frente com suas vidas apesar da perseguição, e da perda de muitos amigos queridos, e do desaparecimento de seus pais. Os irmãos decidem ir a um concerto de rock promovido pela Resistência, e Wisty conhece um rockeiro que pode lhe trazer muitas alegrias. Ou não.

Os dois são perseguidos novamente pelo O Único Que É O Único, líder da Nova Ordem que consumiu com seus pais. Eles precisam sabe se podem ou não confiar em Byron Swain, o cara de fuinha que já trocou tantas vezes de lado que ninguém sabe onde está a sua verdadeira lealdade. Os irmãos bruxos tem cada vez menos recursos, e menos amigos em quem confiar, e a ajuda de que tanto precisam acaba vindo de lugares inesperados.
 
O segundo livro da série Bruxos e Bruxas tem as mesmas falhas e acertos do primeiro. Os capítulos são narrados por Whit e Wisty, mas a narrativa é muito semelhante, e não dá para reconhecer o estilo de cada um dos irmãos. A história é boa, e criativa, mas algumas partes são um pouquinho enroladas e poderiam acontecer de uma vez. O bom é que os capítulos são curtinhos, o que ajuda a leitura a fluir.

Os irmãos vão mudando ao longo do texto, e já são pessoas bem diferentes do começo, quando eram apenas estudantes de Ensino Médio, sem poderes e sem conhecimento de magia, quando foram arrancados de casa e acusados de bruxaria pelo governo. O livro passa um pouco a impressão de que não se avançou muito na história, coisas aconteceram, mas Whit e Wisty estão mais ou menos da mesma forma que no primeiro livro. No geral, vale a leitura, e deixa a curiosidade para o próximo volume.

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