terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Jane Eyre


de Charlotte Brontë (Harper Teen)

Publicado em 1847, o romance Jane Eyre, de Charlotte Brontë segue atual por inúmeros motivos. O livro conta a história de uma menina órfã, que após ser enviada pela tia para um colégio interno, se torna professora. Sua relação com a família que a acolheu sempre foi tumultuada; a tia excessivamente rica é mesquinha com a menina, aplicando castigos desnecessários e permitindo que seus filhos a tratem mal. Jane desde pequena aprende a se isolar para evitar o convívio com os parentes que a desprezam. A única pessoa a nutrir carinho por ela é o tio, que jamais está presente.



No colégio, ela acredita que os sofrimentos da casa onde viveu na infância sumirão. No entanto, é apenas o início de mais um período de grandes dificuldades em sua vida. é muito difícil cultivar amizades, e o frio a fome a doença são companhias constantes. Muitos anos se passam até que ela esteja ambientada com o local e aceite sua condição de professora.

Aos 19 anos, ela descobre que pode almejar mais da vida e após um breve período procurando emprego, Jane consegue uma colocação como tutora de uma menina, numa propriedade suntuosa e distante. Ela viaja até o local e encontra um ambiente amigável, se apega imediatamente a sua aluna e se dá bem com a velha governanta da residência. Neste momento parece que a onda de sofrimentos que ela viveu durante muitos anos finalmente chegará ao fim. 


O mestre da propriedade, Mr. Rochester, a princípio parece rude e abrupto, mas aos poucos vai desenvolvendo uma relação afetuosa com a jovem. Apesar de tentar vê-lo como seu empregador, a protagonista não consegue ignorar seus sentimentos. No entanto, as paredes de Thornfield Hall guardam inúmeros segredos e esses mistérios devem vir a tona para atrapalhar a aparente felicidade de Jane Eyre. 
Crying does not indicate that you are weak. Since birth, it has always been a sign that you are alive.

— Charlotte Brontë, Jane Eyre
Aliás, o sobrenatural e o mistério estão presentes o tempo todo na história, permeando a narrativa com qualidades góticas. É muito interessante ver a construção rica feita pela autora, acompanhar o crescimento e evolução desta personagem ao longo dos anos e como ela reage a todas essas desventuras que aparecem em seu caminho.

http://kate-kross.tumblr.com/post/137289697147

A exemplo da irmã Emily, com o seu O Morro dos Ventos Uivantes, Charlotte Brontë consegue criar uma história ao mesmo tempo fantástica e terrivelmente humana. Todos os dramas dos personagens em relação à sociedade, religião e dinheiro são igualmente perturbadores no século XXI. Eu mesma, aos 20 e poucos, me identifiquei fortemente com a maioria dos questionamentos feitos pela protagonista. Sobre seu futuro, seus medos, sobre relacionamentos. 

A história já foi adaptada muitas vezes para o cinema e
para a televisão. Uma das últimas adaptações, do diretor Cary Joji Fukunaga é a minha preferida. Estrelada por Mia Wasikowska e Michael Fassbender, o filme é sombrio, frio e capturou com perfeição a sensação de isolamento de Jane e seus sentimentos contraditórios. Acho que o filme se desenrola de maneira belíssima, com uma produção muito rica, tanto na caracterização, figurino e locações, mas também com uma fotografia encantadora. 

Confira o trailer legendado:



Porque gostei muito do filme queria ler o livro há vários anos, mas por estranho que pareça eu não encontrava uma edição para comprar aqui na minha cidade. Levei alguns anos para achar essa, que é em inglês. Apesar da linguagem ser um pouco arcaica para quem  está acostumado com o inglês moderno, não é tão difícil entender. A forma como a autora se expressa é muito delicado e romântico, e acho que o idioma original enfatiza essas qualidades que as vezes se perdem com as traduções de má qualidade. De certa forma, apesar de levar mais tempo para finalizar a leitura, foi bom para mim que tenha sido em inglês, foi uma experiência diferente.


No geral, foi uma leitura muito agradável, que me prendeu e encantou com suas belas frases, pensamentos puros, personagens ricos e belos cenários. O livro não carrega o peso da fama por nada, e com certeza é uma leitura obrigatória para quem deseja conhecer os clássicos. Acredito que qualquer pessoa gostará de conhecer essa narrativa, mesmo protagonizado por uma mulher, a narrativa é universal, e muito humana.  Jane Eyre é um livro belíssimo, interessante e profundo, com personagens formidáveis e com um final feliz agridoce que apenas a literatura pode proporcionar.
Read More

Ilustradora oferece conteúdo gratuito na internet


Muita gente ainda não sabe o que quer da vida. E isso é normal. "Que área seguir", "qual o trabalho que traz felicidade", "em que curso eu me encaixo", são perguntas que fazem parte daqueles que estão em dúvida sobre a carreira profissional. Para ajudar esse público a ter "uma luz no fim do túnel", a ilustradora Clau Souza, da Borogodó, disponibiliza conteúdos exclusivos na internet sobre a área de ilustração.

Em vídeos rápidos e interativos, Clau conta um pouco dos desafios que enfrentou ao longo dos dez anos de carreira da ilustradora, que já criou projetos para marcas como Editora Abril, Lilica Ripilica e Fiat. Os conteúdos têm formatos diferentes e possuem um tom mais pessoal e animado, estratégia para fazer com que o público se identifique logo de cara.

Ao acessar o link disponível no site da Borogodó (http://chegamais.tenhaborogodo.com.br/5-areas-de-atuacao-do-ilustrador), o usuário pode assistir a uma série intitulada "Quer ser ilustrador?", que aborda as áreas de atuação, dicas de portfólio e até mesmo como fazer para se promover no mercado. Essa série tem o objetivo de ajudar aqueles que são ilustradores, mas não sabem em qual área seguir.

Ao se cadastrar, o usuário já pode assistir ao segundo vídeo, no qual Clau dá cinco dicas para o profissional montar um portfólio mais criativo e para ser direcionado a uma área específica. Segundo ela, é necessário ser estratégico em cada peça para que seja possível ver a real aplicação do desenho na necessidade do cliente.

Por fim, com o e-book, a ilustradora aborda dez dicas de autopromoção, com foco naqueles ilustradores que já possuem um portfólio bacana e precisam mostrar ao mercado. Além de dar dicas para o profissional vencer barreiras como timidez e insegurança, Clau fala um pouco sobre experiências próprias e de amigos, tudo de forma rápida e interativa.

"Como os conteúdos são criativos e pessoais - baseado no que funcionou ou não funcionou comigo nestes dez anos como ilustradora - o pessoal tem criado um vínculo bacana comigo. Hoje recebo vários emails de pessoas que querem mais conteúdos sobre outros assuntos ou estão cheias de dúvidas.", explica Clau.

YouTube

Além dos vídeos no site da Borogodó, Clau Souza criou um canal no YouTube para tirar dúvidas e contar um pouco dos dez anos de experiência como ilustradora. O primeiro vídeo intitulado como "Coisas que ninguém conta" já está no ar e traz um depoimento divertido sobre como o "aspirante a ilustrador" pode abordar os profissionais para avaliar o portfólio. São conteúdos com base em algumas dúvidas que chegam até Clau que vão desde como fazer para montar o portfólio do zero até dúvidas mais existenciais sobre a profissão.

No segundo, a profissional conta um pouco sobre como foi o processo criativo envolvendo o seu mais recente projeto pessoal: recriar os personagens do programa "Escolinha do Professor Raimundo".

O vídeo está disponível no Youtube, no Canal da Borogodó, assista:
Read More

domingo, 4 de dezembro de 2016

História para quem tem pressa

   

A História do Brasil para Quem Tem Pressa

O livro abrange desde os verdadeiros milagres brasileiros - a cana-de-açúcar, o café e o ouro; a abdicação de D. Pedro I; a Guerra do Paraguai; o papel de D. Pedro II e da Princesa Isabel no cenário da futura República; a República do Café com Leite; a Inconfidência Mineira; a Revolução de 1930; o Estado Novo; a morte de Getúlio; a ascensão de JK; Jango e o golpe militar de 1964; o milagre econômico; o movimento das Diretas Já; FHC e o Plano Real; Lula e o PT no poder.



A História do Mundo para Quem Tem Pressa

É um guia sintético, mas abrangente, para tudo o que precisamos saber sobre os acontecimentos mais importantes da história, desde as antigas civilizações até o final da Segunda Guerra Mundial e a criação da ONU. Conciso, agradável de ler e elegantemente simples, mas abalizado, permite que o leitor compreenda a interconexão do tempo e dos acontecimentos.


A História da Mitologia para Quem Tem Pressa

Descubra por que Odin, o Pai dos Deuses na mitologia nórdica, estava tão interessado em perder o olho, a importância do mito de Osíris no Antigo Egito, mitos gregos, astecas, chineses, nórdicos, egípcios, romanos, e muito mais. Tudo o que você precisa saber sobre mitologia, explicado e introduzido de forma clara, resumida e ilustrada.
Read More

sábado, 3 de dezembro de 2016

Escritoras exaltam o poder feminino na literatura


As mulheres estão conquistando cada vez mais espaço, como, por exemplo, na política, na economia, nos esportes e, principalmente, na literatura. As talentosas Cora Coralina, Clarisse Lispector, Adélia Prado, Rachel de Queiroz, entre tantas outras, ficariam orgulhosas com a nova safra de escritoras que estão surgindo no mercado editorial.

Rita de Queiroz é uma delas. Com o intuito de assegurar um lugar ao sol no cenário literário, ela organizou a “Confraria Poética Feminina”. Publicado pela editora Penalux, o livro é uma coletânea de poemas escritos exclusivamente por mulheres baianas. “O objetivo é, sobretudo, promover o encontro entre as poetas e transpor a voz feminina e nordestina, principalmente baiana, através da poesia desta reunião”, diz Rita.

- As mulheres durante muito tempo foram censuradas, ignoradas e esquecidas. A obra visa dar oportunidade para que esta voz se espalhe, dissemine, seja, afinal, ouvida - reforça.

Outra nova autora que pretende reforçar o time feminino na literatura é a escritora Marianne Galvão, de 25 anos. Natural de Acari (RN), ela está lançando o livro de poesias inéditas “Tempo do Tempo: as estações do coração”. A proposta é falar de diversos assuntos indo do amor romântico entre duas pessoas e o amor próprio até pensamentos soltos sobre o cotidiano.

Marianne diz que todo o seu trabalho é inspirado nos sorrisos e nos momentos felizes da vida. Ela deseja, por meio da sua obra, ajudar a melhorar o dia de alguém com a poesia. “Eu sei que boas palavras melhoram nossa mente e até nosso semblante, mesmo que indiretamente”.

Já a escritora Letícia Palmeira segue um viés mais explosivo e irônico sobre a vida no livro “A obscena necessidade do verbo”. Diante de um título sugestivo, a autora promove a apologia máxima à comunicação, à expressão e à literatura como algo fundamental ao ser humano.

Por meio de um fluxo constante de conversas com sua consciência, a qual ela chama de Lucélia, Letícia usa a obra para transmitir que todos nós precisamos nos expressar a fim de expurgarmos o que é tóxico para, assim, podermos nos apropriar do que nos faz bem.

Ela ainda mostra a importância da presença do “outro” em nossas vidas. Como o próprio livro explica, “pois, somente através do outro eu provo o quanto existo”.

Não importa o gênero literário, uma antologia, um livro de poemas ou uma novela, as mulheres merecem destaque na literatura. Que possamos ouvir mais as vozes e os anseios femininos para, dessa forma, podermos pensar numa sociedade mais justa e igualitária.
Read More

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Não fale “what” se você não entendeu algo! Saiba como se expressar melhor em inglês

Não entender algo que alguém disse em inglês, não é uma exclusividade apenas dos iniciantes, os falantes da língua também se deparam com o mesmo problema.

Muitas vezes não estamos acostumados com a rapidez com que as pessoas falam, com que se expressam, com o sotaque ou simplesmente estamos distraídos. Escrevemos e utilizamos muito aquela palavra, porém quando verbalizada em outro contexto, nos deixa sem saber como agir. E sempre que nos vem à cabeça é: What?

Pode funcionar perfeitamente para ocasiões mais informais, porém em certas situações pode soar um pouco rude ou até desrespeitoso.

Foi pensando nisso que preparamos essas dicas, com cinco principais substitutos para a palavra “what”, que pode salvá-lo de momentos constrangedores.

1. “Sorry”: Também utilizado para pedir desculpa, quando entonado corretamente (de forma interrogativa), expressa o não entendimento do que a pessoa disse.

2. “Could you say that again, please”: Tem o mesmo significado dos outros. Demonstra, de maneira educada, que você não compreendeu e quer que ela repita.

3. “Pardon me”: Quando bem entonado, pode expressar de maneira educada que você não compreendeu. Porém, vale lembrar que se quando entonado de maneira incorreta pode parecer que você está tentando causar uma briga. Então, vale a cautela.

4. “Excuse me”: Estamos acostumados a utilizar a expressão para falar “com licença” ou para chamar atenção de alguém na multidão, por exemplo. Mas ela pode ser utilizada também para expressar que não entendeu alguma coisa que a pessoa disse. Porém, assim como “pardon me”, vale o cuidado com a maneira que falamos.

5. “What was that”: Se expressado com entonação de interesse, também demonstra educação e talvez seja a maneira mais segura de demonstrar que o que foi dito não foi compreendido.

Fonte: Instituto Mindset – consultoria de idiomas.
Read More

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Que enchente me carrega?


O gaúcho Menalton Braff, ganhador do prêmio Jabuti e autor de mais de 20 obras, acaba de lançar em eBook o livro Que enchente me carrega?, pela Primavera Editorial.

Que enchente me carrega? traz a história do pequeno-artesão Firmino, um sapateiro que se diz artista e se perde por não aceitar que o mundo lhe rotule, lhe defina.

Das coisas que mais detesto é que alguém me defina. Quanta gente se perde na vida por culpa de uma definição! Chega um sujeito qualquer, sem responsabilidade nenhuma, e inventa os limites, descreve o universo numa frase, bota uma camisa de força num cavalo selvagem. Pronto, fode tudo! Dali pra frente a personagem assume seu pálido papel e quebra a cara na tentativa de um bom desempenho. (p. 10)

Por não aceitar o rótulo de conservador e de ser alguém que precisa se render à realidade que o cerca, Firmino precisa encarar de frente as consequências de suas atitudes: perde tudo aquilo que dá tanto valor: sua mulher e sua razão. Essa transformação vivida pelo protagonista é mostrada na própria escrita de Menalton. Para demonstrar que o personagem perdeu a razão, as últimas sete páginas do livro aparecem sem pontuação.

A obra, publicada pela primeira vez em 2000, esgotou na época da publicação e foi muito elogiada pela crítica.
Read More

Somos todos ‘bichos’ metropolitanos


Mostrar ao leitor o “bicho” que cada ser humano carrega dentro de si. Essa é a intenção do escritor Anchieta Mendes com o seu novo livro “Bicho Metropolitano”. A obra traz para literatura o cotidiano das pessoas mostrando o lado animal do ser humano de uma forma coloquial, de ângulos irônicos e, ao mesmo tempo, cômicos.

Ao todo, a obra reúne quatorze contos com narrativas simples. Segundo o autor, uma boa história não precisa ser apresentada por meio de vários caminhos tortuosos. “Por exemplo, o simples caminhar mostra como as pernas e os braços fazem parte do equilíbrio, e a cabeça focada no alvo, ou seja, a história”, comenta.

O conto que empresta o nome ao livro fala sobre um rapaz que há 18 anos hibernou e nunca mais saiu de casa com medo da vida e dos outros. A sua vida se resume ao quarto na companhia de duas tias, uma cega e outra surda e muda. Ele surpreende a todos quando resolve namorar sem sair de casa. 



Entre os outros, o leitor encontrará histórias como “Uma visão”, que apresenta as vidas de três irmãs que têm como único elo um gato. De maneira cômica e ao mesmo tempo trágica, o “Velório doutro mundo” traz uma enfermeira que trabalha para uma funerária e precisa resgatar o corpo de um dos pacientes morto que foi levado pelas águas da chuva durante um dilúvio angustiante.

O “Amor em três dimensões” mostra a vida solitária de uma mãe/avó que recebe a visita do filho e da neta num quarto entregue à velhice. Já em “O zumbi”, a narrativa reflete como as aparências enganam, principalmente diante de um crime coletivo sem medidas. 

Anchieta comenta que a intenção da obra era retratar a realidade do homem de maneira cômica e também irônica. “Quis revelar um pouco do que vivemos: os encontros e desencontros da vida, as mentiras, os erros que cometemos, os pecados aflorados e os medos do mundo”, finaliza.
Read More

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Livro narra história de superação inspirada na deficiência auditiva

Deficiente auditiva de nascença e oralizada, Cris Bicudo nasceu em 1975, com perda auditiva severa devido a rubéola que sua mãe teve no 4º mês de gestação. Graças ao uso de aparelhos auditivos desde um ano e meio de idade e com intenso trabalho de reabilitação auditiva envolvendo a fonoaudióloga e toda família – pais, irmãs, primos, tios e avós –, aos dois anos já estava “falando”.

No livro Quem é essa tagarela? (Primavera Editorial, 300 págs., R$34,90), Cris conta de forma divertida e inusitada sobre os diversos acontecimentos que permearam sua vida, desde o seu nascimento até suas viagens e trabalhos.

O livro aborda de maneira descontraída as dificuldades pelas quais passou a autora na infância e ao mesmo tempo desmistifica a ideia de limitação que cerca os deficientes, tornando-se um estimulo aos deficientes auditivos, às suas famílias, aos profissionais envolvidos em reabilitação e aos pesquisadores que procuram novas soluções.

“Já levei muitos tombos, errei, fui barrada no caminho, chorei, me senti isolada em diversas situações da vida, tanto no trabalho quanto em outros relacionamentos. Da mesma maneira, também, tive vitórias, acertos, conquistas, alegrias que me tornaram o que sou hoje, uma pessoa que, ao cair, levanta-se e segue em frente.”
Read More

Conteúdo Relacionado

© 2011 Uma Leitora, AllRightsReserved.

Designed by ScreenWritersArena