terça-feira, 30 de agosto de 2011

Reparação

de Ian McEwan (Editora Companhia das Letras)

Briony Tallis é uma adolescente (ou pré-adolescente) que no verão de 1935 usa sua imensa criatividade para escrever histórias e peças de teatro, sonhando em ser uma escritora. Por culpa de sua criatividade ela costuma imaginar demais, e é o que acontece quando vê cenas que não consegue entender entre sua irmã Cecília e Robbie, filho da empregada da casa, e uma sucessão de enganos de sua parte e azar de outra levam a algo terrível. Briony é ainda jovem e inocente e não entende que sua capacidade de inventar vai além de histórias bobas, e que suas ações podem ter repercussões que ela nem imagina, que podem mudar e destruir a vida de várias das pessoas envolvidas, mudar suas histórias e atormentá-la por anos. Ela precisa contar sua história para ao menos tentar reparar os seus erros do passado, de menina boba, mas corrigir erros nunca foi uma coisa fácil. 
A história é contada de pontos de vista diferentes, e as mesmas cenas tem conotações totalmente diferentes dependendo de quem conta a história. Robbie e Cecília por exemplo se encontram completamente apaixonados um pelo outro, mas não contam a ninguém e nem um ao outro, o que traz um toque a mais de crueldade do autor. McEwan escreve palavras que te levam para longe, que te colocam na pele de um personagem não importando quem ele seja. Cada pessoa de Reparação é uma pessoa real, que viveu e sentiu e teve caracterpisticas únicas, me nego a pensar o contrário. Por essas e outras razões que não cabe enumerar aqui este foi eleito o melhor livro da década. Concordo plenamente.
Reparação nos leva a lugares inimagináveis quando parte do começo na família burguesa em tempos de paz, quando acomeça a Segunda Guerra Mundial e os personagens são também envolvidos no conflito, é possível se ver ali dentro também, no meio de toda morte e podridão, de todo o sofrimento e horros que uma guerra pode causar. O começo  do livro pode até ser um pouquinho lento, mas ao entrar no ritmo é quase impossível parar e as fases da história culminam em um final onde é impossível segurar as lágrimas, e em que a decepção toma conta do corpo, e dá vontade de chorar ainda mais por não mudar nada, mesmo sendo ficção.
E se o livro tem este poder magnífico, o filme não fica muito atrás. Dirigido por Joe Wright (mesmo de Orgulho e Preconceito), e estrelado por Keira Knightley e James McAvoy como o casal e Saoirse Ronan e Romola Garai no papel de Briony em duas fases. O elenco maravilhoso, somado a uma direção muito sensível, fotografia espetacular, figurino lindo e esta história arrebatadora, não consigo achar mais adjetivos, mas ficou perfeito. 
Tive o azar de assisitr ao filme antes de ler o livro, então não pude evitar certas comparações entre os dois, mas pelo menos posso dizer com certeza que ambos agradam aos olhos e a mente, e fazem refletir por muito tempo nesta história de erros e perdas que é impossível de esquecer, e que sempre vou levar comigo.


Trailer

6 comentários:

Samuely B B L disse...

muito lindo... muito! *-*

Mariana Ribeiro disse...

Olá, Paola!!
Eu quero muito ler o livro da Jane que inspirou este filme!!
Muitos falam mesmo super bem das obras desta autora, o que só aumentou a minha curiosidade a respeito também do filme.
Bjos.

Mariana Ribeiro
Confissões Literárias.

Niii disse...

adoroooooooooo o filme, não li o livro ainda, mas morro de vontade!
Jame McAvoy!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! muito amor!

Vanessa disse...

Não li o livro e nem vi o filme, olha que lindo UAHSAUHSAU Parece ser bem legal. Gostei da resenha.

Beijos, Vanessa.
This Adorable Thing

Paola Severo disse...

Vamos ler, vamos ver o filme, vamos lá!

Millena Bezerra disse...

Olá, primeiro: parabéns, cai no seu blog aleatoriamente e li a resenha e estou seguindo ;D

Terminei de ler este livro e AMEI, perfeito, completo, incrível, maravilhoso.

Odiei Briony até a última linha e sofri como se aquilo fosse comigo.

http://amorporclassico.blogspot.com

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